O dia de hoje foi bem diferente do habitual. Foi um dia de paz, de reflexão e de uma certa emoção.
A Mimi, minha amiga desde a adolescência, tinha a promessa de ir a Fátima a pé. Na semana passada começou a sua peregrinação mas foi, infelizmente, atraiçoada por uma tendidnite, que a impediu de terminar a caminhada. Ao fim de 70 km viu-se obrigada a abandonar o grupo e voltar para casa. No entanto, não deixou de visitar o Santuário e fê-lo hoje, dia em que o grupo em que estava inserida chegaria ao destino. Convidou-me a acompanhá-la e juntamo-nos assim, no Santuário de Fátima, aos muitos peregrinos que alcançaram a meta.
Fiquei comovida ao vê-los chegar. Abraçam-se, riem, mas a maior parte chora, felizes por terem ultrapassado as dificuldades de uma peregrinação tão longa.
Deixei-me invadir pela sua alegria, pela força que emanava daquele grupo, um sentimento difícil de descrever.
A certo ponto fui surpreendida por uma das peregrinas, minha conhecida e amiga, que me ofereceu o terço que a acompanhou durante os mais de 200 Km que percorreu. Por ser especial, vou guardá-lo com todo o carinho, vou estimá-lo e vou voltar a Fátima com ele. Porque hoje chegamos de carro mas um dia chegaremos pelos nossos próprios pés.
Não é assim, Mimi?
